domingo, 17 de abril de 2011
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
A vida real do SUS e o "parto humanizado"
São Paulo, quarta-feira, 23 de julho de 2008
Análise
A vida real do SUS e o "parto humanizado"
CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL
Nem o Hospital das Clínicas de São Paulo, uma das principais referências no país em atendimento do parto de alto risco, está preparado para as mudanças anunciadas ontem pelo Ministério da Saúde.
Embora louváveis, sem recursos financeiros e vontade política dos gestores de saúde, as medidas para incentivar o parto humanizado correm o risco de não chegarem à vida real do SUS.
Os alojamentos para mães e bebês, por exemplo, agora previstos na nova portaria, inexistem na maioria das maternidades públicas, embora seja uma recomendação antiga da OMS (Organização Mundial da Saúde).
No HC, ainda que em 70% dos casos, mães e bebês pudessem ficar juntos do ponto de vista médico, isso não ocorre porque não há espaço para os berços nos quartos.
As mães ficam em quartos coletivos -com quatro ou dois leitos- e os bebês, no berçário. A cada quatro horas, eles são levados aos quartos para a amamentação.
A nova portaria garante também a presença de um acompanhante de livre escolha da gestante durante o parto e a internação.
Mas no HC não há espaço para os pais permanecerem ao lado das mulheres. Eles só têm autorização para assistir ao parto. Nos quartos coletivos, a acompanhante da mãe deve ser outra mulher.
Basta saber agora como essas e outras questões serão viabilizadas na prática.
Análise
A vida real do SUS e o "parto humanizado"
CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL
Nem o Hospital das Clínicas de São Paulo, uma das principais referências no país em atendimento do parto de alto risco, está preparado para as mudanças anunciadas ontem pelo Ministério da Saúde.
Embora louváveis, sem recursos financeiros e vontade política dos gestores de saúde, as medidas para incentivar o parto humanizado correm o risco de não chegarem à vida real do SUS.
Os alojamentos para mães e bebês, por exemplo, agora previstos na nova portaria, inexistem na maioria das maternidades públicas, embora seja uma recomendação antiga da OMS (Organização Mundial da Saúde).
No HC, ainda que em 70% dos casos, mães e bebês pudessem ficar juntos do ponto de vista médico, isso não ocorre porque não há espaço para os berços nos quartos.
As mães ficam em quartos coletivos -com quatro ou dois leitos- e os bebês, no berçário. A cada quatro horas, eles são levados aos quartos para a amamentação.
A nova portaria garante também a presença de um acompanhante de livre escolha da gestante durante o parto e a internação.
Mas no HC não há espaço para os pais permanecerem ao lado das mulheres. Eles só têm autorização para assistir ao parto. Nos quartos coletivos, a acompanhante da mãe deve ser outra mulher.
Basta saber agora como essas e outras questões serão viabilizadas na prática.
Governo promete benefício por parto normal
São Paulo, quarta-feira, 23 de julho de 2008
Pelo novo pacote, mães poderão ficar em companhia do bebê no quarto, exceto se houver recomendação médica contrária
Regras valem para os hospitais que forem construídos ou reformados e prevêem apenas duas gestantes por quarto
ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A partir de dezembro, grávidas que optarem pelo parto normal terão direito a um pacote de vantagens oferecido pelo governo, como acompanhante antes, durante e depois da realização do procedimento, quarto com banheiro e, no máximo, duas gestantes por quarto. Caso haja indicação médica ou opção da paciente pela cesárea, não há obrigação de cumprimento da regra.
A medida está prevista em resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com regras para incentivar a humanização do parto.
O texto estabelece também que os hospitais a serem construídos, ampliados ou reformados deverão adequar suas estruturas. O local também deve possibilitar que o bebê fique permanentemente em companhia da mãe, a não ser que haja indicação médica contrária. As regras abrangem tanto os estabelecimentos de saúde públicos como os privados.
No entanto os hospitais que não forem passar por uma obra ou ampliação não estão obrigados pela resolução a se adequar a essa exigência.
O texto estabelece que, ao realizar o parto normal, a mulher poderá escolher a melhor posição -deitada ou de cócoras, por exemplo-, desde que não haja impedimento clínico.
Não haverá repasse extra de recursos federais a Estados e municípios para a implementação das novas regras, segundo Adson França, coordenador de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde.
Para monitorar o cumprimento da resolução, haverá uma avaliação semestral dos serviços de saúde, baseada na taxa de cesáreas, de mortalidade materna e de morte de crianças após o parto.
De acordo com França, a fiscalização do cumprimento da resolução caberá às vigilâncias sanitárias estaduais, mas os serviços de saúde que não cumprirem a regra não deverão sofrer punições administrativas: "O procedimento não tem que ser de punição, mas de persuasão e mudança de cultura".
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que as novas exigências para maternidades são um estímulo ao aumento nos índices de parto normal. Segundo a pasta, 43% dos partos realizados em 2007 foram por cesariana.
O percentual é significativamente maior entre as usuárias de planos de saúde -80%, contra 31% registrados no SUS (Sistema Único de Saúde). A OMS recomenda índice de 15%.
Especialistas
O ginecologista Waldemir Rezende, do Hospital das Clínicas de São Paulo, avalia que as medidas de humanização são importantes, mas, do ponto de vista administrativo, há outras prioridades. "Quarto com banheiro é maravilhoso, mas isso é prioridade? A gente precisa é zerar a mortalidade materna, que tem índices altos, reduzir a mortalidade neonatal e aumentar as consultas de pré-natal."
Para o ginecologista Marcos Ymayo, do Hospital Santa Marcelina, a esperança é que a portaria acabe com situações gritantes que ocorrem sobretudo no Norte e no Nordeste.
"Já vi dez mulheres em trabalho de parto em um mesmo ambiente. E que, depois do parto, foram colocadas em macas frias, sem colchão."
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Colaborou CLÁUDIA COLLUCCI , da Reportagem Local
23 de julho de 2008 . Cotidiano - Folha de São Paulo
Pelo novo pacote, mães poderão ficar em companhia do bebê no quarto, exceto se houver recomendação médica contrária
Regras valem para os hospitais que forem construídos ou reformados e prevêem apenas duas gestantes por quarto
ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A partir de dezembro, grávidas que optarem pelo parto normal terão direito a um pacote de vantagens oferecido pelo governo, como acompanhante antes, durante e depois da realização do procedimento, quarto com banheiro e, no máximo, duas gestantes por quarto. Caso haja indicação médica ou opção da paciente pela cesárea, não há obrigação de cumprimento da regra.
A medida está prevista em resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com regras para incentivar a humanização do parto.
O texto estabelece também que os hospitais a serem construídos, ampliados ou reformados deverão adequar suas estruturas. O local também deve possibilitar que o bebê fique permanentemente em companhia da mãe, a não ser que haja indicação médica contrária. As regras abrangem tanto os estabelecimentos de saúde públicos como os privados.
No entanto os hospitais que não forem passar por uma obra ou ampliação não estão obrigados pela resolução a se adequar a essa exigência.
O texto estabelece que, ao realizar o parto normal, a mulher poderá escolher a melhor posição -deitada ou de cócoras, por exemplo-, desde que não haja impedimento clínico.
Não haverá repasse extra de recursos federais a Estados e municípios para a implementação das novas regras, segundo Adson França, coordenador de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde.
Para monitorar o cumprimento da resolução, haverá uma avaliação semestral dos serviços de saúde, baseada na taxa de cesáreas, de mortalidade materna e de morte de crianças após o parto.
De acordo com França, a fiscalização do cumprimento da resolução caberá às vigilâncias sanitárias estaduais, mas os serviços de saúde que não cumprirem a regra não deverão sofrer punições administrativas: "O procedimento não tem que ser de punição, mas de persuasão e mudança de cultura".
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que as novas exigências para maternidades são um estímulo ao aumento nos índices de parto normal. Segundo a pasta, 43% dos partos realizados em 2007 foram por cesariana.
O percentual é significativamente maior entre as usuárias de planos de saúde -80%, contra 31% registrados no SUS (Sistema Único de Saúde). A OMS recomenda índice de 15%.
Especialistas
O ginecologista Waldemir Rezende, do Hospital das Clínicas de São Paulo, avalia que as medidas de humanização são importantes, mas, do ponto de vista administrativo, há outras prioridades. "Quarto com banheiro é maravilhoso, mas isso é prioridade? A gente precisa é zerar a mortalidade materna, que tem índices altos, reduzir a mortalidade neonatal e aumentar as consultas de pré-natal."
Para o ginecologista Marcos Ymayo, do Hospital Santa Marcelina, a esperança é que a portaria acabe com situações gritantes que ocorrem sobretudo no Norte e no Nordeste.
"Já vi dez mulheres em trabalho de parto em um mesmo ambiente. E que, depois do parto, foram colocadas em macas frias, sem colchão."
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Colaborou CLÁUDIA COLLUCCI , da Reportagem Local
23 de julho de 2008 . Cotidiano - Folha de São Paulo
sábado, 14 de julho de 2007
Avaliação nutricional pode reduzir complicações dos pacientes internados
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quarta-feira, 11 de julho de 2007
Orientando equipes administrativas para atendimento a urgências
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